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terça-feira, 7 de janeiro de 2014

76 - tímpano

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          E eu sofria na Escola ...

          ... 1976 ... foi o ano que estudei com o garoto que me deu um tapa na orelha, estourando meu tímpano esquerdo [saiu secreção e perdi parte da audição];
          ... eu tinha 12 anos e ele era da turma de repetentes, todos de 16 a 17 anos, bem maiores que eu, filhos de famílias abastadas, e violentos ... e ficaram invocados comigo porq'eu era muito novo p’ra estar na mesma classe [eu nunca tinha repetido e eles não saíam da 7ª a 4 anos] ... 
          ... 4, 5 se ajuntavam, me ameaçavam, esculachavam [porque eu era ‘gordo’] quase todos os dias [na sala de aula], até que uma das serventes presenciou a cena, repreendeu a turma, e o que era mais violento a ‘xingou’ várias vezes ... que a fez levar o caso p’ra Diretoria que suspendeu 3 deles ... 
          ... enquanto estavam suspensos, o + violento quebrou o carro da Dna. Suzete [Dir.] que ficou sabendo [por alguém que viu o fato] que o tal garoto o fizera, e assim que voltaram da suspensão ele foi expulso - logo após, o seu pai veio tirar satisfação, armado, e ela teve que chamar a Polícia ... [ele queria saber quem levantara falso testemunho do seu filho] ...

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          Ele pensou que eu o denunciei [mas não fui] e enviou recado de ameaças, até que um dia, eu voltava da floricultura com a sacola do almoço [só com os talheres e pratos] quando, já quase na frente de casa, ele e + alguns, por trás, me apedrejaram, e corri a tempo de não me acertarem de jeito [mas quebraram a vidraça da sala] ... 

          Alguns dias após mandou uns garotos subirem na Nespereira p’ra saberem se tinha alguém em casa, e os vi, porque estava na sala com os Avós [e não esqueço pq o 2º Boby nos deixara nessa época (tinha 6 anos); era um cão tipo tombalata basset, castor, e muito bravo com estranhos – um grande guarda] ...


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          A partir daí, eu nem gostava + de ir p’ra Escola ou sair na rua, sem conseguir fazer, sequer, a lição de casa, e vivia com medo de tudo, pois eles começaram a subir na Nespereira, ameaçando a vizinhança, até que a Avó ficou preocupada, falando aos meus Pais que eles tinham tentado entrar na casa ao lado [nosso vizinho chegou a ter problemas com os garotos do Instituto]; e, para evitar que acontecesse algo +, meu Pai foi na Sub Prefeitura - Reg. Butantã, e solicitou o corte da árvore ...

          Foi então que comecei a rilhar os dentes qdo dormia [manifestou o Bruxismo] chegando ao ponto deles se desgastarem e não deixar meu Pais dormirem, porque o barulho era muito grande em que eu acordava com dores lancinantes por todo o meu corpo, sentindo pancadas e perfurações profundas, na alma [na época, eu não poderia imaginar que estes eram os primeiros sintomas do que seria a Esclerose Múltipla, face do mal término dito pelo Avô].

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          Eu não queria que a cortasse, e pela 1ª vez fiquei de recuperação [Geografia]; ficaram muito tristes comigo, mas a situação que passei gerou o fato, pois não conseguia mais estudar ... 

          Assisti a todas as aulas, e após 1 mês, fiz um questionário com todas as perguntas possíveis e imaginárias da matéria e fui p’ra escada da Figueira, me deitei no Patamar, e decorei cada pergunta e resposta do questionário programado, até que, em determinado momento, a Dna. Olga me falou: 

          - Não estás a ouvir o teu Avô te chamar? ... 
          ... e lá fui eu ...

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segue: Patamar

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quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

1/2 de 2006

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          No meio de 2006 enfraqueceu demais o lado direito do corpo, principalmente perna, e a sentir formigamentos na barriga, palma das mãos e pontadas violentas na cabeça com queimação na coluna, junto ao pescoço, e retornei ao HC com muita dor, conseguindo marcar nova consulta na neurologia, Grupo da Dor. Lá vasculharam a lombar e a torácica, e retiraram líquido da medula para encontrarem o problema, constatando a causa: desmielinização da bainha da Mielina, e me transferiram ao Grupo da Esclerose Múltipla [EM]. 

          Foram feitas tomografias na cervical e crânio, nada constando; porém, nas RMs, desabei: a cervical estava ‘preta’, com várias lesões ovalares no cérebro e o laudo de EM agressiva e progressiva, sem cura médica, veredito que deixou apenas a pulsoterapia, com solu-medrol e ciclofosfamida, uma pseudo quimioterapia à base de corticóides, tratamento que seria tentado à que não houvesse evolução do quadro degenerativo do controle muscular, e da própria doença em si ... [as trevas se levantaram e atacaram por todas as partes ...]! ...

          Muito contrariado fui à Igreja em 27/08/06, sem lá permanecer por me sentir mal pelo eco do destrato que nos ocorrera ser grande [não lhes fizemos mal algum]. Voltei na tarde do dia seguinte, num horário sem culto, e, por entre os bancos na solidão da reflexão à procura dum lugar que me acalmasse, pois não me sentia bem por causa da doença [tinha feito da Igreja a minha UTI, porque ali tinha sido batizado dos céus e visto o Senhor crucificado, ainda que não lhe visse a Face] ... então, nova maravilha.

          Ao sentar num deles, ouvi na alma, claramente, que eu comprasse nova Bíblia, e pensei: ‘de que jeito, sem dinheiro’? Nisto, me fez entender que a que eu ganhara do bispo, no Itaim, não mais me serviria; mas este falar [1Rs 19.9-18] foi de Forma Tranquila, como uma brisa, e podia até sentir a aragem ... e então a voz mudou: era igual à que anteriormente me falara; era na minha Alma, e disse:


Escreverás um livro, e toda a palavra que eu te disser, 
Não te conturbes, porque este não é para tua riqueza, 
mas para testemunho.
E a tua parte será o meu dízimo.’

          Fiquei sem chão com essa voz, e me ajoelhei dizendo: 
          ‘Senhor, escrever o quê? Não tenho estudo, defraudei minha vida, me destruí em loucura e ‘des’obediência, e o meu corpo está imundo; o quê posso escrever? Não tenho dinheiro a pagar as dívidas, a saúde está debilitada, não tenho sequer vontade de viver ... como posso lhe pagar dízimo?’

          E novamente o Espírito me constrangeu à que me calasse até o tempo oportuno deste Livro, aonde falará à alma de quem o ler e aceitar, qual Obra tem seu desígnio específico, visto que o ‘chamado’ à obra é pessoal! [Ef 4.11,12] ...

[!]

          Retornei à casa refletindo nestas palavras; me debrucei sobre Is 6.13, à Luz da compreensão verdadeira do dízimo dos dízimos, [sendo este] em relação ao ‘quanto cada um’ é parte integrante e ativa na oração das orações – a da Geração da Imagem de Jesus Cristo, em sua vida


‘Mas, se ainda ficar a décima parte dela, tornará a ser destruída. 
Como terebinto e como carvalho, dos quais, 
depois de derribados, ainda fica o toco,
assim a santa semente é o seu toco.’ Is 6.13

          ... aonde o ‘toco da santa semente’ reside na guerra contra o mal .. [Rm 7.21] em prol deste Testemunho, aonde o campo é retomado: Allelluiah! [Lv 27.16-21 *]. Isto fala da remoção das coisas abaladas [Hb 12.27 – a carnalidade] que se abre na Confissão [1Co 15] pela ‘fonte’, a todos que o Espírito Santo aqui prepara [Ap 12]!

          ... no ‘revirar’ da terra [Lv e Nm] em sua semeadura [Is 28.23-29*], 
          ... aonde os sulcos dos cortes, as feridas dos caminhos que tive que trilhar por 40 anos, são profundos, em que revelo o oculto da minha Vida sem imputar fardos; 
          ... em quais [nestas] ‘valas’, tal ‘leiras’, a semente é fincada: 


e ele será como um trono de honra para a casa de seu pai.’ 
Is 22.23 [Jo 17.6]

          ... em boa terra:


‘Os que foram semeados em boa terra são aqueles que ouvem a palavra e a recebem, 

          ... aos que aqui estiverem, Hoje [em Espírito] e lerem estas palavras [compreendendo o seu oculto], lhes é dito à Alma: ‘vem para o meio’ [Mc 3.3] ... para a Consciência do Espírito Santo, em Cristo .. [Mc 4.33] ..

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segue: Fins de 2006

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