...
...
E eu sofria na Escola ...
... 1976 ... foi o ano que estudei com o garoto que me deu um tapa na orelha, estourando meu tímpano esquerdo [saiu secreção e perdi parte da audição];
... eu tinha 12 anos e ele era da turma de repetentes, todos de 16 a 17 anos, bem maiores que eu, filhos de famílias abastadas, e violentos ... e ficaram invocados comigo porq'eu era muito novo p’ra estar na mesma classe [eu nunca tinha repetido e eles não saíam da 7ª a 4 anos] ...
... 4, 5 se ajuntavam, me ameaçavam, esculachavam [porque eu era ‘gordo’] quase todos os dias [na sala de aula], até que uma das serventes presenciou a cena, repreendeu a turma, e o que era mais violento a ‘xingou’ várias vezes ... que a fez levar o caso p’ra Diretoria que suspendeu 3 deles ...
... enquanto estavam suspensos, o + violento quebrou o carro da Dna. Suzete [Dir.] que ficou sabendo [por alguém que viu o fato] que o tal garoto o fizera, e assim que voltaram da suspensão ele foi expulso - logo após, o seu pai veio tirar satisfação, armado, e ela teve que chamar a Polícia ... [ele queria saber quem levantara falso testemunho do seu filho] ...
...
Ele pensou que eu o denunciei [mas não fui] e enviou recado de ameaças, até que um dia, eu voltava da floricultura com a sacola do almoço [só com os talheres e pratos] quando, já quase na frente de casa, ele e + alguns, por trás, me apedrejaram, e corri a tempo de não me acertarem de jeito [mas quebraram a vidraça da sala] ...
Alguns dias após mandou uns garotos subirem na Nespereira p’ra saberem se tinha alguém em casa, e os vi, porque estava na sala com os Avós [e não esqueço pq o 2º Boby nos deixara nessa época (tinha 6 anos); era um cão tipo tombalata basset, castor, e muito bravo com estranhos – um grande guarda] ...
...
A partir daí, eu nem gostava + de ir p’ra Escola ou sair na rua, sem conseguir fazer, sequer, a lição de casa, e vivia com medo de tudo, pois eles começaram a subir na Nespereira, ameaçando a vizinhança, até que a Avó ficou preocupada, falando aos meus Pais que eles tinham tentado entrar na casa ao lado [nosso vizinho chegou a ter problemas com os garotos do Instituto]; e, para evitar que acontecesse algo +, meu Pai foi na Sub Prefeitura - Reg. Butantã, e solicitou o corte da árvore ...
Foi então que comecei a rilhar os dentes qdo dormia [manifestou o Bruxismo] chegando ao ponto deles se desgastarem e não deixar meu Pais dormirem, porque o barulho era muito grande em que eu acordava com dores lancinantes por todo o meu corpo, sentindo pancadas e perfurações profundas, na alma [na época, eu não poderia imaginar que estes eram os primeiros sintomas do que seria a Esclerose Múltipla, face do mal término dito pelo Avô].
...
Eu não queria que a cortasse, e pela 1ª vez fiquei de recuperação [Geografia]; ficaram muito tristes comigo, mas a situação que passei gerou o fato, pois não conseguia mais estudar ...
Assisti a todas as aulas, e após 1 mês, fiz um questionário com todas as perguntas possíveis e imaginárias da matéria e fui p’ra escada da Figueira, me deitei no Patamar, e decorei cada pergunta e resposta do questionário programado, até que, em determinado momento, a Dna. Olga me falou:
- Não estás a ouvir o teu Avô te chamar? ...
... e lá fui eu ...
...
segue: Patamar
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E eu sofria na Escola ...
... 1976 ... foi o ano que estudei com o garoto que me deu um tapa na orelha, estourando meu tímpano esquerdo [saiu secreção e perdi parte da audição];
... eu tinha 12 anos e ele era da turma de repetentes, todos de 16 a 17 anos, bem maiores que eu, filhos de famílias abastadas, e violentos ... e ficaram invocados comigo porq'eu era muito novo p’ra estar na mesma classe [eu nunca tinha repetido e eles não saíam da 7ª a 4 anos] ...
... 4, 5 se ajuntavam, me ameaçavam, esculachavam [porque eu era ‘gordo’] quase todos os dias [na sala de aula], até que uma das serventes presenciou a cena, repreendeu a turma, e o que era mais violento a ‘xingou’ várias vezes ... que a fez levar o caso p’ra Diretoria que suspendeu 3 deles ...
... enquanto estavam suspensos, o + violento quebrou o carro da Dna. Suzete [Dir.] que ficou sabendo [por alguém que viu o fato] que o tal garoto o fizera, e assim que voltaram da suspensão ele foi expulso - logo após, o seu pai veio tirar satisfação, armado, e ela teve que chamar a Polícia ... [ele queria saber quem levantara falso testemunho do seu filho] ...
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Ele pensou que eu o denunciei [mas não fui] e enviou recado de ameaças, até que um dia, eu voltava da floricultura com a sacola do almoço [só com os talheres e pratos] quando, já quase na frente de casa, ele e + alguns, por trás, me apedrejaram, e corri a tempo de não me acertarem de jeito [mas quebraram a vidraça da sala] ...
Alguns dias após mandou uns garotos subirem na Nespereira p’ra saberem se tinha alguém em casa, e os vi, porque estava na sala com os Avós [e não esqueço pq o 2º Boby nos deixara nessa época (tinha 6 anos); era um cão tipo tombalata basset, castor, e muito bravo com estranhos – um grande guarda] ...
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A partir daí, eu nem gostava + de ir p’ra Escola ou sair na rua, sem conseguir fazer, sequer, a lição de casa, e vivia com medo de tudo, pois eles começaram a subir na Nespereira, ameaçando a vizinhança, até que a Avó ficou preocupada, falando aos meus Pais que eles tinham tentado entrar na casa ao lado [nosso vizinho chegou a ter problemas com os garotos do Instituto]; e, para evitar que acontecesse algo +, meu Pai foi na Sub Prefeitura - Reg. Butantã, e solicitou o corte da árvore ...
Foi então que comecei a rilhar os dentes qdo dormia [manifestou o Bruxismo] chegando ao ponto deles se desgastarem e não deixar meu Pais dormirem, porque o barulho era muito grande em que eu acordava com dores lancinantes por todo o meu corpo, sentindo pancadas e perfurações profundas, na alma [na época, eu não poderia imaginar que estes eram os primeiros sintomas do que seria a Esclerose Múltipla, face do mal término dito pelo Avô].
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Eu não queria que a cortasse, e pela 1ª vez fiquei de recuperação [Geografia]; ficaram muito tristes comigo, mas a situação que passei gerou o fato, pois não conseguia mais estudar ...
Assisti a todas as aulas, e após 1 mês, fiz um questionário com todas as perguntas possíveis e imaginárias da matéria e fui p’ra escada da Figueira, me deitei no Patamar, e decorei cada pergunta e resposta do questionário programado, até que, em determinado momento, a Dna. Olga me falou:
- Não estás a ouvir o teu Avô te chamar? ...
... e lá fui eu ...
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segue: Patamar
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